"Zigoto, embrião, bebê, criança, adolescente, jovem, meia idade, adulto, idoso. Morte. O ser humano passa por inúmeras fases, inúmeros ciclos a partir do momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide. E olha que privilégio! Somos o espermatozóide mais forte, o que mais lutou e correu ao destino, o que o corpo já saberia que poderia suportar 36 semanas dentro de uma bolsa repleta de líquido e um pequeno tubo por onde passam gases e nutrientes, além de anticorpos e blá blá blá!
Mas o que realmente não se intende, ou entende, é que não percebemos que mesmo depois de sair de dentro da barriga da mãe, continuamos a viver numa gigantesca bolsa. A bolsa da vida. Lá dentro há a proteção dos pais, o amor dos tios e primos e avós, a lealdade dos amigos, a alegria de um novo ou nova namorada... Mas há a violência que nos deparamos todos dias ao ligar a televisão ou o rádio, há a discórdia entre as diferenças, há a “autoinconfiança” ( essa palavra não existe, foi somente uma analogia)
Só que uma hora essa bolsa deveria se romper, não deveria? Por que nós nos preocupamos tanto em estourá-la, não é mesmo? Pois bem. Lembre-se de que foi com essa bolsa que cresceu e se tornou o que é hoje, seja feio ou bonito, honesto ou não, magro ou gordo, sincero ou não, divertido ou sarcástico, convencido ou humilde...
Mas desvirtuando um pouco o foco, voltemos a pensar nos ciclos da vida que mencionei lá em cima. Quando se é adolescente, normalmente (não em 100% dos casos), se pensa logo em sair de casa, ter seu próprio canto onde possa fazer e dizer o que bem entender. E pã! Nos deparamos ou com uma imensa parede chamada família ou com a dura verdade: a realidade. Se pensa que sair de casa exige só coisas boas, está muito enganado. Quer dizer, como sabe que são só coisas boas? Você é que terá de preparar sua comida, que lavar suas roupas, que apagar a luz do quarto a noite, que tomar remédio sozinho, que ir à uma festa e chegar em casa exausto com a roupa de cama toda suja e com a casa toda bagunçada...
Quando você cresce mais um pouquinho, a ânsia de sair de casa fica maior ainda. E assim acontece como ordem natural da vida. Assim como uma hora o canguru deve sair da bolsa de sua mãe, nós todos também devemos sair da bolsa vida e trilhar nossos caminhos com os nossos próprios passos e agir como pessoas responsáveis que somos e habilidosas que aprendemos a ser. Mas e quando eu devo sair? Alguns vão cedo, outros vão tarde. Outros nunca vão! Mas isso não depende de eu dizer “vá” ou então “fique”. Isso depende exclusivamente de você! Se mudará por questão financeira, mude primeiro a sua situação. Se mudará por questão familiar, mude primeiro a sua situação. Se mudará por questão escolar, mude primeiro a sua situação. Mude! E não tenha medo disso. Pois as pessoas fracas e ingênuas tem medo da mudança, pois a única coisa que perdura por séculos e séculos é a substituição!
Anna Beatriz"
Comentem
LordRafid
Nenhum comentário:
Postar um comentário