A erva daninha mais nova é o bullying. Pra começar, uma palavra tão globalizada, mas tão globalizada, que naão significa nada, em língua nenhuma. Mas todo mundo sabe hoje o que é. Sabe? Ou não sabe? Afinal o que é o bullying, ninguém sabe. Pode sim ser só uma frescura desses tempos coloridos, em que os bons modos saíram à francesa, e não tem previsão de voltar.
É crime. E é serio, sim. Porém como tudo, banalizou-se. Falar sobre bullying hoje, é como falar sobre ecologia, homossexualismo, transtornos alimentares, e todas essas viadices do tipo. Lembrando "viadices" não remete aos termos homossexuais, ser homossexual é quase tão natural quanto ser heterossexual. "Viadices" são banalizações, atitudes hipócritas e mediocres que são tão valorizadas que todo mundo sabe os termos, mas ninguém diz as definições, e quando dizem se espantam com isso, criando os sórdidos tabús.
O bullying enfim é todo tipo de agressão ao outros seres humanos que não você. E também uma hipocrisia. Aquele que nunca agrediu ao outro, ou foi agredido, que atire a primeira pedra sobre a minha cabeça, mas todos, todos, já praticamos e sofremos bullying. E nem por isso estamos presos, nem sequer nossa vida acabou por conta disso.
É preciso saber diferenciar a agressão, do comportamento humano.
Esses seres humanos são animais, e sempre vão competir dentro de sua tribo, de sua sociedade. É normal falar para "colegas" palavras carinhosas e ácidas. E muita utopia achar que dando um nome bonito, e dizendo que é crime, o comportamento biológico do ser humano vai mudar. É normal caçoar as custas dos outros, e também, ser, pelo menos uma vez, motivo de chacota. Mas a isso não se dá o nome bullying, e sim de caráter, tanto do agressor, quanto da vítima.
Caráter do agressor por agredir, se sem medidas a vítima, péssimo; se finitamente, por mostrar a vítima o que está errado e dizer que aquilo não é aceito em determinadas tribos, ótimo. Da vítima, por aceitar, se "levar na esportiva", ótimo; se optar por reclusão monástica, péssimo.
Aos que pensam que sou totalmente maquiavélico, garanto que não. Só apenas uns 90%, o resto fica por conta de Confúcio, ou Marx. As vovós como sempre estavam certas: "Quando um não quer, dois não brigam." Por isso, nem o agressor nem a vítima estão certos ou errados, não só nesse, mas como na maioria dos casos.
É preciso saber diferenciar a agressão, do comportamento humano. Também condeno atitudes grotescas e brutais como lutas, brigas e coisas do tipo. O cérebro é a arma mais importante, Hitler matou mais pessoas sentado, pensando, do que qualquer outro soldado norteamericano que empunhou armas no Iraque. É preciso perceber os limites da agressão, para que não se torne um trauma mortal. E também é preciso entender a agressão, para que se construa uma sociedade normal e menos egoisticamente brutal. Menos hipócrita.
Dizer a crianças que elas sofrem bullying (e que devem se preocupar com isso) por não serem aceitas, por serem caçoadas pelos "manda-chuvas" de certas tribos, ou por não se adaptarem a turma É HIPOCRISIA, É VIADICE. O ser humano tem que desde cedo entrar no tranco, senão, formamos em vez de uma sociedade melhor, forma-se pirralhos de 30 anos que vivem em função dos pais e que mesmo desempregados se acham os donos do pedaço.
E tenho dito!
Rafid
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