Como já era de se esperar eu voltaria a postar! Claro, não poderia me esquecer de vocês.
O assunto de hoje é complexo, divertido, e muito polêmico. Nossa inteligência, e a maneira como lidamos com ela.
Num país onde educação é a base da produção, boa parte da população tem escola pública. Mas ela não chega sequer a atender as necessidades básicas da matemática (em mais de 90% dos casos).
Nesse mesmo país somente os mais favorecidos (menos de 1% da população) conseguem pagar um estudo mais qualificado, todavia com preços elevados.
Um sistema sofre o colapso em sua depressão, outro o seu apogeu. Culpa disso, como sempre o governo e os governantes que o governam. Talvez não. Um governo só funciona se tiver ajuda de seu povo. Um presidente não passa de cidade em cidade verificando qual os problemas da região. Assim como o governador, ou o prefeito. O povo tem voz, e poder. Então, se aos olhos de todos o problema existe, e é para todos, os culpados são aqueles que veem e não dizem nada.
Quando os brasileiros quiseram acabar com uma ditadura que corrompeu nossa marca nacional, conseguiram. O mesmo se deu quando quiseram acabar com o regime monárquico, ou com a oligarquia do café com leite. Agora que os brasileiros têm tanto poder, e liberdade, não conseguem acabar com problemas básicos, que os assolam desde a Colônia.
Umas das coisas mais sacanas que há no sistema capitalista, foi a ruptura do ser humano consigo mesmo. Engraçado ver um professor que leciona em ambos sistemas. No privado, o professor dá uma das melhores aulas que podem ser dadas, e reclama que o aluno o trata como empregado. No público, o professor é desmotivado, da sua aula sem conteúdo faz o aluno pouco aprender. Então, meu Deus, o que foi esse professor fazer ao ser professor. Os gregos ensinavam ao ar livre por comida, e tinham muito prestígio por isso. Agora, a essa altura, esse problema surge, e parece sem solução.
Porém, muitos alunos conseguem se sobressair, e dominam o sistema. Conseguem fazer aquilo que seria simples quando se tem um bom sistema público de educação. Entrar numa universidade boa, e ter uma vaga no mercado de trabalho. E também, ser feliz com sua vida, diferentemente dos queridos professores corrompidos.
Entretanto, muitos outros alunos, entram no sistema, e o aceitam. Como, então, somente a minoria consegue ter suas bases no sistema público, e ser bem sucedido. Nossa massa cinzenta é igual, com algumas pequena mudanças. Todos tem o mesmo potencial de aprendizado. A diferença é simples, uns entendem o sistema e o dominam. Outros se acostumam com ele, e são dominados. Tudo depende de nos mesmos. Os tão inteligentes homo sapiens modernos, que sabem ao ponto de não quererem saber.
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Rafid